Justiça Ambiental e Construção Social do Risco

Ante os indicadores do que um pensamento dominante considera o núcleo do
problema ambiental – o desperdício de matéria e energia -, empresas e governos tendem a propugnar ações da chamada “modernização ecológica”, destinadas essencialmente a promover ganhos de eficiência e a ativar mercados. Tratam assim de agir basicamente no âmbito da lógica econômica, atribuindo ao mercado a capacidade institucional de resolver a degradação ambiental, “economizando” o meio ambiente e abrindo mercados para novas tecnologias ditas limpas. Celebra-se o mercado, consagra-se o consenso
político e promove-se o progresso técnico. Tem-se como dada a capacidade de “superar a crise ambiental fazendo uso das instituições da modernidade, sem abandonar o padrão da modernização” e “sem alterar o modo de produção capitalista de modo geral”. Seu pressuposto básico é o da “possibilidade de um aprendizado institucional frente à crise ecológica”. 2002, 19 páginas

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