CONSTRUÇÃO SOCIAL DA MORADIA DE RISCO: TRAJETÓRIAS DE DESPOSSESSÃO E RESISTÊNCIA – A experiência de Juiz de Fora/MG

A problemática do risco ganha ênfase progressiva nos debates contemporâneos, com destaque nas políticas públicas, incluindo as de saúde e urbanas. As diversas iniciativas decorrentes da ampliação desse investimento se enquadram, de maneira geral, na chamada perspectiva “objetivista” do risco, que traz como sua principal característica a demanda pela mensuração, quantificação, previsão e calculabilidade desse fenômeno. Resulta daí uma visão técnica do risco que se apresenta dominante, e que promove, não só a noção de que as situações precárias envolvendo grupos específicos no contexto das moradias e locais analisados como de risco, são decorrentes de “opções de consumo” inconseqüentes – da ausência de um saber e do não investimento em seu capital humano – mas também intervenções que desqualificam suas práticas e interferem sobre suas vidas, expulsando-os dos territórios em que vivem. 34 páginas.

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