A Falta do Luto não é gratuíta

Neste trabalho, produto de uma pesquisa sobre o exílio político dos argentinos provocado pela Ditadura Militar Argentina (1976-1983), abordaremos algumas considerações sobre o luto e a dor de existir. O exílio foi um evento forçado face ao terrorismo do Estado cuja estrutura repressiva do poder teve como paradigma a efetivação de mais de 400 campos de concentração-extermínio. O exílio como ato de fuga confrontou o sujeito com as perdas dos seres queridos, em particular seus mortos e desaparecidos, assim como a perda do país e a revisão da ideologia e do acionar político aos quais os exilados estavam engajados, antes da saída forçada. Perdas: do objeto amado ou de sua abstração, a pátria os ideais, assim como Sigmund Freud o formulou em 1917, no caso do exílio, todas elas atualizadas. Interessa destacar o trabalho psíquico do luto e seus limites que podem ser correlacionados com a dor de existir, termo que tomamos do ensino de Jacques Lacan. 2007, 12 páginas.

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